terça-feira, 26 de maio de 2026

Doce Veneno, 50 anos de estrada

 Por Fernando Lichti Barros


  Pode escrever: aos primeiros acordes d´O Fantasma da Ópera, a Doce Veneno levará o público ao delírio. Sempre que a banda toca é assim, e na certa não será diferente no primeiro sábado de junho, quando o sexteto estiver no coreto da praça de  Ribeirão Bonito, a cidade onde nasceu, para comemorar 50 anos de carreira.

Não, você não leu errado. Faz meio século que, de São Paulo a Goiás, do Paraná e Minas Gerais ao Rio de Janeiro, o grupo apresenta shows para todos os gostos. Rock, samba, sertanejo, salsa, pop, trilhas de novela, clássicos da canção italiana, tributos ao Clube da Esquina, Queen, Roupa Nova ou Elis Regina: a Doce Veneno leva aonde for chamada o seu repertório de sete mil músicas. E, atenção: se alguém precisar de canto gregoriano, é só chamar.

Do profano ao sagrado, em todo tipo de ambiente a banda, sediada em São Carlos, já mostrou seu extraordinário entrosamento – em salão de baile, em circo, em bar, praça,  igreja, velório, quermesse, num comício, num bordel.

O líder Wagner Muccillo (arranjos e teclados), mais os companheiros Neto (sax), Claudinho (baixo), Sérgio (bateria), Maicon (guitarra, em substituição a Maik, falecido em 2022) e a mais nova integrante, a cantora Soraia, continuam na estrada. 

Num bar, num clube, numa praça, a qualquer hora, lá estão eles, firmes no exercício da profissão.  

Vida longa, muito mais longa, à Doce Veneno.