Por Fernando Lichti Barros
Pode escrever: aos primeiros acordes d´O Fantasma da Ópera, a Doce Veneno levará o público ao delírio.
Sempre que a banda toca é assim, e na certa não será diferente no primeiro sábado de junho, quando, diante da igreja matriz, o sexteto estiver no coreto de Ribeirão Bonito para comemorar 50 anos de carreira.
Não, você não leu errado. Faz meio século que o grupo apresenta, de São Paulo a Goiás, do Paraná e Minas Gerais ao Rio de Janeiro, shows para todos os gostos.
Rock, samba, sertanejo, salsa, pop, trilhas de novela,
clássicos da canção italiana, tributos ao Clube da Esquina, Queen, Roupa Nova
ou Elis Regina: a Doce Veneno leva aonde for preciso seu repertório de sete mil
músicas. E, se precisar de música sacra, é só chamar.
Salão de baile, circo, bar, praça pública, velório, prostíbulo, comício, não há lugar onde a banda não tenha mostrado o seu extraordinário entrosamento.
O líder Wagner Muccillo (arranjos e teclados) e os companheiros Neto (sax), Claudinho (baixo), Sérgio (bateria), Maicon
(guitarra, em substituição a Maik, falecido em 2022) e a mais nova integrante,
a cantora Soraia, permanecem fiéis à máxima miltonascimentista que defende a
ida do artista ao encontro do povo.
Vida longa, ainda mais longa, à Doce Veneno.
